Referência e Cópia São Coisas Bem Diferentes

Referência e Cópia São Coisas Bem Diferentes

Vamos esclarecer algumas questões de uma vez por todas!

Eu ando vendo alguns tatuadores por aí postando trabalhos feitos com ~referências da internet~, mas eu acho que, antes de qualquer coisa, é bom entender que referência é diferente de cópia, réplica ou plágio.

Ainda não aconteceu comigo, mas eu acho que eu ficaria extremamente ofendida e emputecida!

Sendo assim, fui conversar com dois tatuadores que poderiam parar de tatuar agora e viver de processos, de tão bons que eles são nessa coisa de serem copiados, o Tyago Compiani e o Ricardo Braga.

O Compiani me contou que uma das maiores frustrações para o tatuador é que ele promete uma tattoo exclusiva e feita com todo amor e carinho para o seu cliente e, nada mais que de repente, dá de cara com uma réplica no Instagram.

“No caso de tatuadores mais novos, quando eles colocam os créditos dá uma aliviada, mas na maioria das vezes eles sabem que estão fazendo errado e vão na onda do cliente que quer o desenho”, explica Tyago.

O problema é que tatuadores com muitos anos de experiência fazem esse tipo de coisa. Nesse caso, o Tyago deixa bem claro: “Nem crédito acho suficiente pra tanta falta de vergonha”.

De acordo com ele, um dos fatores que mais geram essas situações é a preguiça, afinal de contas, tem espaço para todo mundo, quem realmente está disposto a fazer arte, inovar e criar não vai optar pelo caminho mais fácil, e sim pelo mais digno. 

Mas aí, uma nova questão surgiu na minha cabecinha: “Então, tatuar obras de artistas plásticos ou ilustradores também cai nessa questão das cópias?”.

“Quando o cliente pede um quadro famoso, por exemplo, eu vejo como uma homenagem ao artista, e não tanto como plágio. O tatuador não está se apropriando da obra para ganhar dinheiro na malandragem. Agora, se um cliente me traz uma ilustração de outra pessoa e quer fazer exatamente o desenho já existente, eu sempre vou bolar algo original, baseado no que o cliente quer, ou simplesmente não aceito o trabalho”, explica Ricardo Braga.

Hoje, com o conhecimento que eu adquiri com o tempo, fico envergonhada por ter uma tattoo que apesar de eu amar, é um plágio. Porém, em minha defesa (ignorância da época), eu só levei o desenho pro tatuador e ele disse “Ok”. Não se interessou em fazer nada exclusivo, muito menos em me dizer que fazer uma tattoo de outro artista sem o consentimento dele era errado

Sensatamente, Compiani analisa os dois lados da história: “Falta posicionamento do tatuador, sim, mas também rola a questão de grana. Chega um momento em que podemos recusar clientes, mas no começo tudo é mais difícil. O melhor é desde o início mostrar seu posicionamento quanto a cópias, assim mais pra frente fica mais fácil as pessoas entenderem como você trabalha”.

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